Pubs Favoritos de Cork

Hora de tirar as teias de aranha desse blog!

Agora recém completados 2 meses de volta ao Brasil, ando nuns dias meio nostálgicos. Sabe quando tudo te faz lembrar um lugar?

Essa semana encontrei uma Irish Red no mercado e bateu uma saudade descomunal dos pubs de Cork. Portanto, vim falar dos meus favoritos. Eles não são os mais famosos, alguns são bem ‘off the beaten track‘, mas eu sempre batia cartão. Vamos lá!

1- Sin-é

Também conhecido como o meu pub da esquina e de marcar encontro com os matchs do Tinder, haha shame on me.

O Sin-é é o lar da música tradicional em Cork. Não importa o dia que você for, sempre terá alguma Trad Session acontecendo. O visual do pub é super tradicional, é frequentado tanto pelos turistas quanto pelos irlandeses. Você não pode ir para Cork e não pegar uma Trad do Sin-é!

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2- Jack Fordes (Shandon Arm’s)

O Jack Fordes é de longe o pub que mais frequentei nesse tempo de Irlanda. Ele é um dos pubs mais antigos de Cork, e sempre pertenceu a família Forde. Ele fica no pé da Shandon Church, impossível não ver.

Muita gente chamaria o local de pub de velho, e na verdade é, as mesmas pessoas frequentam o pub há uns 60 anos.. e assim os seus filhos e netos. O amor pelo pub é uma herança de família. É aquele lugar em Cork que você vai pedir uma Guinness e algum velhinho corcaigh vai virar pra você e dizer ‘Girl, you are in the wroooong place‘.

Os pontos positivos do pub são a pint super barata, os jogos de futebol na tv, a família Forde e a clássica e sagrada Jukebox <3.

3- Bierhaus

O nome já deixa bem implícito, o Bierhaus é de longe a casa da cerveja de Cork. O menu é insanamente extenso, tem cervejas de todas as partes do mundo. Os garçons e o próprio dono sempre estão prontos para recomendar a cerveja ideal conforme o seu gosto. É o paraíso para os amantes de cerveja! E se você é um frequentador regular, ganha até um cartão fidelidade e é convidado para as festas fechadas.

O Bierhaus é aquela certeza de que você pode provar as cervejas que puder enquanto viaja, que quando você voltar para Cork elas com certeza estarão lá te esperando!

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4- Mutton Lane

Por mais que o pub fique bem no centro, a chance de você passar por ele e sequer perceber que ele existe é grandíssima.

Ele fica numa ruelinha bem na Patrick’s, e se destaca pela arte da parede e pelas luzes á la Stranger Things iluminando o caminho até a entrada do pub. A graça dele não é entrar e beber, e sim ficar no ambiente externo, que é super cool e sempre rende boas conversas.

Parada obrigatória depois de um dia caminhando pelo centro!

Esse post só serviu pra aumentar a saudade! Se você está em Cork ou irá em breve, dê uma passada no Jack Fordes e coloca ‘La Isla Bonita’ pra tocar na Jukebox por mim, por favorzinho!

Até breve!

Sunday trip: Cliffs of Moher e Clare

Os Cliffs of Moher são com certeza aquele lugar que você PRECISA ir quando visitar a Irlanda!
Já havia falado deles na minha trip maravilhosa aos Cliffs no ano passado, minha segunda trip no país, aquela que me fez morrer de amores pela Ilha Esmeralda logo de cara.
Hoje trago a experiência e visão da minha amiga linda de intercâmbio, jornalista, blogueira, au pair e tudebão: Verô Viaja. Além de sua dica de roteiro com paradas em Lahinch e The Burren (por acaso estou indignasíssima por não ter conhecido).
Em breve volto com mais tretas, busy times! Até :*

Verô Viaja

Eu posso ter me livrado da Griffith, mas eles não se livraram de mim hihihi.

É que no domingo (07), a escola fez uma viagem para um dos destinos mais famosos da Irlanda: Cliffs of ou falésias de Moher, no condado de Clare.

harry-and-dumbledore1 Talvez você tenha visto os cliffs em filmes, como Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Mas antes de chegarmos a essa tão esperada atração turística irlandesa, fizemos uma paradinha na cidade de Lahinch, para aproveitarmos um pouco desse dia lindo na praia.

Um fato engraçado envolve a grafia do nome da cidade: nessa foto, no letreiro da praia, notamos que se refere a Lehinch, enquanto todas as outras placas que vimos na cidade apresentam a grafia LAhinch (com um A maiúsculo mesmo, como se tivesse sido colocado para corrigir as outras placas). Uma praia bem bonitinha, caso você tenha um tempinho pra uma parada…

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Roadtrip: Guarda do Embaú + Florianópolis + Praia da Sepultura

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Olá! Primeiramente, OLHA ESSE LUGAR!! ❤

A trip deste final de semana foi bem diferente das que costumo fazer, acompanhada por amigos, sentido litoral e de carro.

Saímos de Blumenau sentido Guarda do Embaú (Palhoça) no sábado às 5h da manhã, a viagem levou cerca de 2h30min, conseguimos evitar o famoso trânsito terrível da BR101 e SC470 e chegar cedinho.

A primeira surpresa foi o visual da cidade. Diferente da grande parte das cidades de praia, que são sempre sujinhas e desorganizadas, a Guarda lembra muito um vilarejozinho cinematográfico. Tudo pequeno, fofo e bonito, bem good vibes.

Para chegar a praia, é necessário atravessar o Rio da Madre. O trajeto pode ser feito a nado, porém, como estava cerca de 12ºC, optamos pela travessia de barco, que custa R$3,00 por pessoa. Os barqueiros são muito simpáticos e dão ótimas dicas de coisas a fazer.

A minha parte favorita foi a Trilha da Guarda do Embaú\Pedra do Urubu. Cada clareira revela uma vista de tirar o folego. Espia só:

Ficamos hospedados no Guarda Encantada Surf Hostel. O ambiente é maravilhoso, super relaxante e o staff é super simpático, sempre sorrindo e fazendo você se sentir em casa. E o melhor, a diária custou R$40,00, sendo que o hostel possuia todas as facilidades, cozinha, café da manhã incluso, lavanderia, etc. Super recomendo!

No sábado ainda, fomos conhecer as praias ao redor, terminando o dia com o pôr do sol na Praia de Baixo.

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No domingo, decidimos explorar as praias no caminho de volta a Blumenau.

A primeira parada foi Florianópolis, capital de Santa Catarina, a nossa Ilha da Magia.

Sempre ouvimos falar muito de Jurerê Internacional, que é muito frequentada por gente ryca e famosa. Chegamos lá, olhamos um para a cara do outro, e fomos embora. NADA. Não tem nada lá gente, só areia, água e gente esnobe.

Seguimos para a Joaquina e suas dunas, para almoçar e curtir o tempo maravilhoso.

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Em seguida, finalizamos a trip em Bombinhas, na Praia da Sepultura.

A praia é minúscula! Porém, a água é limpissima e os peixes ficam ao seu redor mordiscando seus pés, uma delícia. Até eu que sou chata pra entrar no mar não resisti à agua clarinha.

Resumindo a viagem, o tempo estava maravilho, céu azul sem uma nuvem, friozinho, companhias queridas, vistas de tirar o folego, açaí e o melhor, energias renovadas!

Até a próxima! Espero que seja em breve

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Planejando uma Trip

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Cada vez mais o sonho do carro e casa própria vem sendo substituído pelo sonho de viajar o máximo possível, sempre que possível.

Infelizmente, para nós brasileiros esse sonho pode ser um pouco complicado. Viagens dentro do país costumam ser caras, desde passagens à hospedagem. Sair do país também pode não ser fácil, passagens aéreas caríssimas, moeda desvalorizada, pacotes superfaturados, e por aí vai.

Muitas vezes,por insegurança, grande parte das pessoas busca o serviço de agências, que oferecem um pacote completo, raramente flexível às preferências do viajante. O roteiro vai ser o mais clichê possível, principais pontos turísticos, pouca interação com o local e cultura.

Planejar uma trip sozinho não é nenhum bicho de sete cabeças, na verdade, uma vez que você entra nesse mundo, não consegue mais sair.

As vantagens são inúmeras: liberdade de escolha, flexibilidade no roteiro, economia, maior imersão no destino, etc.

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Vamos lá então, seguem algumas dicas de como planejo minhas viagens:

1- Flexibilidade: Organize o seu tempo. Surgiu uma folga? Férias? Uma viagem não precisa ser necessariamente longa, levar dias ou semanas. As vezes um fim de semana é suficiente, aquelas férias fora de temporada podem ser perfeitas.

Uma grande diferença que eu vejo entre o Brasil e a Irlanda, por exemplo, é que aqui só viajamos nas férias, fim de semana ou feriadões só servem para ir pra praia. Na Irlanda, muitos empregos possuem escalas variadas , as vezes pode acontecer de você ter 3 dias de folga seguidos, ou quem sabe uma semana inteira, é flexível. Se você tiver viagem marcada, raramente vai ser um problema a negociação das folgas e recuperação destes dias.  Lá, é muito comum marcar uma viagem com poucos dias de antecedência, seja uma trip pelo país ou uma viagem internacional. É o que eu chamo de qualidade de vida.

2- Viaje fora de temporada: É mais barato, tanto passagens quanto acomodação, alimentação, passeios. Terá menos turistas. Você vai ter a oportunidade de realmente ver como é a vida no local, sem aquela enchurrada de gente.

3- Conheça seu destino: Pesquise os locais que você mais quer visitar, faça um mapa para ter noção da distância entre os pontos, sendo assim, você consegue escolher uma acomodação que possibilite um deslocamente de preferência a pé, perto de mercados, restaurantes, etc. Super recomendo ler as dicas de outros viajantes, você evita alguma roubada e pode encontrar locais interessantes além dos tradicionais.

Essa pesquisa também é importante para aprender sobre os costumes locais. Muitas vezes algum comportamento ou vestimenta normal da nossa cultura pode ser considerada rude ou ofensiva no seu destino. Melhor evitar desentendidos.

4- Destino flexível: pode soar chocante para alguns, mas é possível ir para Europa e não querer visitar a  Torre Eiffel. O mundo é tão grande e diverso, cada lugar, por mais que não esteja nos ‘top lists’ tem algo incrível a oferecer. Você tem uns dias livres? Que tal procurar a passagem mais barata e explorar este lugar? Diversas ferramentas de busca de passagems oferecem a opção ‘destino Flexível’, por que não tentar?

5- Acomodação: com certeza um dos grandes custos de qualquer trip. Se você gosta de ficar em hotéis e acredita que precisa de luxo para se sentir bem, ok. Porém, tudo o que você precisa é uma cama, um banheiro limpo e um lugar seguro para deixar sua bagagem. Nestas minhas trips já dormi em tudo quanto é lugar: hostel, airbnb, sofá, trem, navio… sempre optando pela opção com custo e localidade ideais.

A maioria dos hosteis esta preparada para receber mochileiros ou viajantes solo. Oferecem na maioria das vezes lavanderia, local para guardar bagagem, walking tours, pub crawls, café da manhã, cozinha para preparar as próprias refeições. Vale a tentativa, pode confiar. Ah, para esse item também é indespensável ler as avaliações de outros viajantes.

6- Alimentação: outro vilão do orçamento. Refeições próximas a locais turísticos costumam ser uma fortuna. Para economizar você pode optar por acomodações que ofereçam café da manhã ou cozinha, preparar as refeições é muito mais barato que comer fora toda vez. Evitar comer nos locais até 3 quadras das grandes atrações, serão caros e nem sempre são um exemplo de cozinha local. Abasteça a garrafinha de água na acomodação, procure por promoções nos ‘groupons’ e similares da cidade, visite as feiras, tente a comida de rua, conheça os sabores locais.

7- Transporte: o segredo para evitar ao máximo este gasto é a escolha de uma acomodação localizada perto dos pontos de interesse e não ter preguiça para andar. Leve seu melhor tênis e pé na estrada, além de economizar você vai se surpreender com os lugares ‘secretos’ que vais encontrar. Se você estiver viajando em grupo, alugar um carro pode ser uma boa pedida. Se estiver sozinho, aplicativos como o Blablacar te conectam com pessoas indo para o mesmo lugar que oferecem uma lugar no carro com precinho camarada pela carona.

Além disso, o serviço de trens e ônibus funciona direitinho na maioria dos países. Sempre vale a pena dar uma olhada por desencargo. Já fiz um cruzeiro por €17,50 e andei de ônibus por menos de €1 euro o trecho.

8- Pesquisa de passagens aéreas: meus favoritos são o Google Flights e o Skyscanner. Ambos consultam os preços das principais cias aéreas ou agências de viagens, já contendo o preço final com as taxas. Além disso, você pode programar um alerta de preços, para saber quando aquele trecho baixa o preço.

9- Descontos: A maioria dos sites oferece programas de fidelidade ou cupons de desconto. Nos links a seguir você encontra vouchers de desconto para o Booking e Airbnb.

10- Dinheiro: Faça um orçamento com todos os custos inclusos para saber quanto dinheiro você precisa levar. Pesquise bem o lugar, um cartão de viagem pode ser mais seguro, porém as taxas são absurdas. Leve sempre um dinheirinho extra ou pelo menos um cartão de crédito, mas apenas para emergências.

Olhando assim, parece bem trabalhoso, eu sei. Mas nada se compara a sensação de finalizar a viagem e ver que deu tudo certo, você aproveitou o que realmente queria, estava preparado para qualquer imprevisto, além de ter economizado a comissão de uma agência com algo para você.

Não se assuste ao se pegar pesquisando destinos e destinos incansávelmente. A opção destino ‘Flexível’ do skyscanner vai ser uma tentação constante, garanto.

Espero ter contribuido com aquela ajudinha que faltava para se aventurar e planejar uma trip sozinho. Até mais!

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Osterfest – Pomerode/SC

A pequena e charmosa Pomerode é uma cidade localizada no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, vizinha de Blumenau e meu local de nascimento ❤

Com pouco mais de 28 mil habitantes e forte influência alemã, é considerada a cidade mais alemã do Brasil.

Aqui é o lugar onde você realmente vai ouvir o idioma alemão nas ruas. Tanto que o requisito essencial para trabalhar no comércio da cidade é o domínio do idioma.

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Parte das atrações turísticas e festas também são de origem alemã.

Nesta época de Páscoa, o município sedia a Osterfest e é lar da maior árvore de Páscoa decorada com ovos naturais do mundo. Ela possui mais de 18 metros, e é composta por 82.404 casquinhas, garantido o nome no Guinness World Records. Osterbaum é a palavra alemã para ‘Árvore de Páscoa’. O recorde anterior pertencia à cidade alemã de Rostock, com 76.596 casquinhas.

A Osterfest está em sua 9ª edição, e funciona de quinta à domingos das 10h às 18h. O ingresso é livre e a atração está localizada ao lado do Teatro Municipal, Cervejaria Schornstein, Museu Pomerano, Feira de Artesanatos e Zoo Pomerode, sendo possível aproveitar a visita para conhecer algums das principais atrações da cidade.

Apesar de pequena, Pomerode é daquelas cidades que você vai ganhar uns quilinhos a mais. São diversas opções de restaurantes e choperias. Todas as informações a respeito das atrações estão neste link. Hoje vou focar mais na Osterfest.

A vila está aberta até o próximo dia 16/04, porém a árvore geralmente fica montada por um período maior.

É melhor correr para prestigiar esta fofura de festa! #VemPraPomerode

Voltar para Casa

Quando decidi fazer o intercâmbio, sempre ouvia comentários do tipo ‘você vai largar seu emprego bom para ir?’, ‘não vais sentir saudade da família e dos amigos?’, ‘mas você nunca morou sozinha, como vai se virar?’, ‘tá rica né!?’. Sim, é incrível como todo mundo adora opinar e te desestabilizar, né?

Essas perguntas, por mais decidido que você esteja, sempre irão te abalar. Porque o medo do desconhecido é parte do ser humano. Porém, também é o responsável pelo crescimento e mudanças, tanto pessoais quanto em escala .

Então, por fim, você vai. Se deixa levar. Aprende, se supera, passa bons e maus bocados, vira gente grande, de verdade.

Só quem se atreve a se jogar do abismo sabe o quão satisfatório é descobrir que se pode voar.

Engraçado que sempre pensei que largar tudo para fazer o intercâmbio seria o mais difícil. Mal imaginava eu que havia algo ainda pior: Voltar para casa.

Você percebe que nada mudou, exceto você.

Você percebe também que, por mais difícil que seja, é muito bom morar sozinho, ser independente. Você percebe que seus amigos de antes, que diziam sentir sua falta, continuam vivendo sem você, mesmo agora que você está de volta. Você percebe que as amizades que fez lá fora são diferentes, intensas, daquelas que realmente vão fazer falta, pois aquilo que os conectou era muito forte e sincero. Você percebe ainda que não é porque você voltou com um inglês bom e tem um currículo forte que vão chover empregos… melhor nem falar da diferença salarial entre os países e do fato que não tem Chilli chesse bites nos BK’s daqui, haha.

Você agora vê as coisas com outros olhos, porém ninguém mais consegue enxergar.

Você sente falta da liberdade, independência, qualidade de vida, amigos, passagens baratas da Ryanair, segurança… enfim. Se me perguntarem sobre a depressão pós intercâmbio, defenderei que existe SIM! Por mais que você volte para sua família, você já não é mais o mesmo, e voltar para seu antigo eu, te garanto, não é nada fácil.

Os comentários agora mudaram um pouco. Agora são ‘mas voltasse porque querias?’, ‘não tinha um jeitinho de ficar?’, ‘o que trouxe de bens?’, ‘não deu pra casar com eu europeu?’. NÃO, NADA, NÃO DEU.

Não voltei porque eu queria. Não ter um passaporte europeu dificulta qualquer jeitinho. Intercâmbio não é sobre voltar pra casa com bens materiais.  Prefiri viajar o máximo possível ao invés de comprar um celular novo ou roupas de marca. Casar não é tão simples. Já ouviu falar de diferenças culturais? Fronteiras? Custos? Burocracia?

Valeu a pena? SEM DÚVIDA ALGUMA. Se você está pensando em ir, vá, não dê ouvidos a seus medos e aos julgamentos alheios. Nada te prende. Bens materiais não te enriquecem. VÁ!

E agora?

Pois é. Difícil dizer. Realmente não sei. De verdade.

Tenho pensado em várias posssibilidades. Quero mudar de área, estudar mais, continuar viajando, reencontrar os amigos que fiz mundo afora. Deveria também cuidar mais de mim, quem sabe comprar uma bike e fazer uma dieta.. Não sei.

Só sei que meu lugar não é mais aqui.

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Blumenau

Por incrível que pareça, escrever sobre a cidade que vivi a vida inteira é muito mais difícil do que escrever sobre uma cidade que visitei por 2 ou 3 dias numa trip.

Você quer que todos saibam a história, os melhores lugares para visitar, comer, beber, etc. Difícil saber por onde começar, haha.

Blumenau é uma das cidade mais importantes de Santa Catarina, a 3ª mais populosa, capital nacional da cerveja e lar da maior Oktober Fest das américas.

Colonizada por europeus, em grande parte alemães, a cidade até hoje mantém os costumes e tradições, desde festas à culinária.

Blumenau tem o apelido carinhoso de ‘Alemanha sem Passaporte’, no princípio sempre achei que era um slogan comercial, porém, assim como eu, grande parte dos moradores tem descendência alemã, mas não tem o bendito passaporte. Bem triste né?

E diferente do que a propaganda vende, a não ser que você visite a Vila Itoupava, você não vai ouvir alemão pelas ruas. Se você espera isso, melhor tentar Pomerode, que estarei falando a respeito em breve.

A cidade sem dúvida possui traços marcantes da colonização alemã também na sua arquitetura. Como principal exemplo podemos citar a Vila Germânica, palco da Oktober Fest.

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Meus favoritos da cidade são: Centro histórico e museus relacionados, Vila Germânica, Vila Itoupava, Cervejas, Teatro Carlos Gomes, Parque Ramiro Ruediger, a Rua XV, e o restaurante Gutes Essen (melhor pizza da cidade <3).

A cidade está no ranking das mais caras do país para se comer fora, e é uma verdade indiscutível. A moda na cidade é ser gourmet e cobrar preços absurdos, portanto, comer e beber aqui é caríssimo, mas ao menos a comida é deliciosa e as cervejas não preciso nem comentar a qualidade. Não é raro estar acontecendo algum festival gastronômico ou cervejeiro na cidade. Independentemente da época escolhida para a visita, sempre tem algo acontecendo. A noite blumenauense é agitada e com opções para todos os públicos.

Melhores lugares para curtir a noite (ao meu ver não baladeiro e sertanejeiro): Ahoy Tavern Club, Don Pub, The Basement English Pub, Baaden Kaffee Bar, Factory Coffee Bar, Vila Germânica, Estação Eisenbahn, Container Beer Pub.

O que particulamente gosto na cidade são as lendas urbanas relacionadas ao nazismo. Grande parte dos moradores as conhecem e tem aqueles que as defendem como verdades absolutas. Teorias conspiratórias apontam Blumenau como a sede do partido nazista na América caso a Alemanha vencesse a guerra ou, destino de fuga de Hitler caso a derrota fosse eminente. A maior figura destas teorias é o Teatro Carlos Gomes. Reza a lenda que foi construído com dinheiro nazista (assim como alguns colégios e hospitais também foram) e que o formato é uma homenagem ao quepe de Hitler, contando com inclusive um palanque para realizar discursos. Além disso, existiriam diversos túneis ligando pontos da cidade ao Rio Itajaí, onde um submarino estaria ancorado. Parece loucura, mas recentemente realmente foram encontrados túneis abandonados na rua do teatro durante obras no esgoto.. quem sabe o Führer não está escondido aqui?

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Além das atrações da cidade, outro ponto positivo é a distância do litoral, Balneário Camboriú, Florianópolis, Bombinhas, São Francisco.. estão logo aí. Sem falar também que Blumenau está rodeada por cidadezinhas ainda mais fofas, como Pomerode e Timbó por exemplo, possibilitando diversas trips de ‘bate e volta’ durante a estadia.

Finalizo com algumas fotos dessa cidade gracinha para inspirar uma trip pelo Sul deste Brasil! É engraçado o fato de eu ter pouquíssimas fotos, é estranho ser turista na própria cidade, haha. Com certeza 10 minutos depois de publicar este post vou lembrar de mais 1099723 coisas, mas por enquanto é isso.

Enfim, aos que vierem, não deixem de falar com esta local que adora uma cerveja e sair andando por aí. Bis bald, auf wiedersehen!

Desconto no Booking!

Olá! Passando rapidinho para compartilhar com vocês o meu link para descontos no Booking.com.

O site é minha escolha para reservas de longa data, até hoje não tive problemas de cobranças indevidas, ou das informações serem divergentes das anunciadas.

Outro ponto positivo da ferramenta é a seção de comentários, alimentada realmente por usuários. A opinião de quem se hospedou é pesa muuuito na hora de escolher um hostel ou hotel. Eu sempre avalio e comento cada hospedagem para ajudar os colegas viajantes a escolherem de forma segura.

Este link contém um voucher de desconto de 15 euricos, e o melhor é que além de você ganhar, eu ganho também, haha. Vamos usar gente ❤

Em breve, se a chuva deixar, venho com uma série sobre a minha linda amada e odiada Blumenau! Até breve!

Farewell Trip: #5 – Copenhagen

Enfim chego ao último destino dessa trip.

Foi o único trajeto de avião que não voei de Ryanair, fui de Norwegian, a lowcost norueguesa. Pouquíssimo mais cara que a cia irlandesa, porém muito mais confortável.

Cheguei em Copenhagen de manhã e fui diretamente ao hostel, o Jorgensen. A primeira impressão foi boa, espaço para café da manhã e área pública bem bonitos. Eis que, abro a porta do quarto e me deparo com o que pra mim era claramente um banker horrível no meio da segunda guerra. Definitivamente pior hostel que já me hospedei. Não recomendo a ninguém, super desconfortável e o quarto real não lembra em nada o das fotos.

Superada a decepção com o quarto, iniciei a exploração. Copenhagen é linda. Arquitetura charmosa, a belíssima Nyhavn, os castelos, palácios e casas reais, complexos de cafés e mercadinhos, bicicletas para todo lado, puro charme.

Infelizmente, os jardins de Tivoli estavam fechados, se não me engano abrirão início de abril. Comprei a passagem antes de comprar os ingressos, portanto fui pega de surpresa. Ainda assim, a cidade tem de tudooo pra fazer.

Claro, assim como toda a Escandinávia, é caríssima. Enquanto com 5 euros na Polônia você compra meia padaria, aqui mal dá para um café e um croissant.

Destaque também para a cidade livre de Christiania. É uma vizinhança que se auto proclamou independente de Copenhagen e não segue suas regras. É permitido o uso de drogas e é um dos lugares mais tensos que já fui. Você vai andando e os traficantes vão oferecendo o produto em plena luz do dia, livremente. Daí você passa por uns becos e topa com caras com cachorros enormes. Já me vi sendo morta e alimentada aos cães por recusar as drogas, mas deu tudo certo. O segredo é andar num grupo com outros turistas para se sentir mais confortável. Devido ao tráfico é proibido tirar fotos, se algum traficante perceber ele pode tomar sua câmera ou celular. Tenso.

Enfim, último destino, voltei a Cork para curtir o St Patrick’s e iniciar a viagem de volta no domingo seguinte. Agora cá estamos, sofrendo com o calor e tentando se reestruturar.

O blog vai continuar, com menos frequência pois viajar aqui não é tão fácil, porém, pretendo trazer destinos da região, pois por acaso, Santa Catarina é linda! ❤

Até mais!

Farewell Trip: #4 – FINLÂNDIA

Finlândia. Nem acredito!

Sei que o país não é um destino popular entre os brasileiros, na verdade não é nem entre os europeus. Porém, sempre tive um amor imenso por este país. Devido a assuntos relacionados, conheci pessoas incríveis e tenho memórias maravilhosas.

Desembarquei em Turku. Saí do Porto, olhei ao redor e despenquei em lágrimas de alegria!

Como já estava escuro, fui direto para o meu hostel, o Laivahostel Borea, que nada mais é que um navio ancorado que é usado como hostel. Dormi numa cabine privada com banheiro e tudo, foi o lugar mais inusitado que dormi, me senti toda sailorzinha.

Na manhã seguinte, durante o café, conheci um finlândes que tentou me ensinar como andar no gelo sem cair. Deu quase certo, cair não caí, mas cada escorregão, cada mini infarte, haha.

Turku é uma cidade pequena com uma arquitetura e ambiente super aconchegantes. Não é famosa por grandes atrações, porém como todo bom brasileiro que não é acostumado com neve, tudo era encantador, principalmente os barcos e lagos congelados!

A tarde peguei o trem sentido Helsinki. Cheguei próximo ao anoitecer e fiquei chocada com o tamanho da cidade. Saí da pequena e fofinha Turku pra ir para ‘cida grande’. Na primeira noite saí com as meninas que conheci no hostel para curtir a noite. €7,90 uma pint de Guiness (era a mais barata ok), não dá pra ficar bêbada na Finlândia, haha.

O dia seguinte foi dedicado a perambular pela cidade inteira. Assim como Turku, não existem grandes atrações… algumas catedrais, o Sibelius Monument e o harbour.

Só sei que eu fiquei ainda mais apaixonada. Andei num lago congelado, já sabia andar melhor no gelo, comi hot dog com carne de rena, enfim, delicia delicia delicia! Amor que só se fortaleceu. Espero que todos possam um dia chegar num lugar e sentir que é onde você deveria estar! Nem na Irlanda esse sentimento foi tão forte.

Ao final da tarde, fomos a ilha de Suomelinna, que é um forte construído num complexo de 6 ilhas, na entrada do harbour.

Sempre olhei as fotos do google e imaginei um lugar minúsculo rodeado por muralhas. Que surpresa ao chegar e ver a imensidão do lugar. Parte das ilhas ainda estava coberta com neve e o mar semi congelado. Devido ao horário, os museus infelizmente já estavam fechados. Esperávamos conseguir apreciar um pôr do sol igual as fotos do google mas, a tarde estava nublada e nem sinal do sol. Ainda assim, a ilha é maravilhosa. Queria muito uma das casinhas abandonadas. (Por favor governo finlandês, nunca te pedi nada)

Queria ter ficado muito mais no país, ir pro norte e ver a aurora boreal, que não, não dá de ver no sul do país. Mas tudo bem, assim tenho uma desculpa para voltar em breve! ❤